Autoras
Vaninha Rodrigues
Minibiografia
Nascida em 16 de outubro de 1997, natural de Areia Branca/RN.
Edivânia Rodrigues Do Nascimento, como escritora, assina somente como Vaninha Rodrigues.
Entrevista
“Com uns 8 anos de idade escrevi uma música que chamava “O arco–íris do nosso amor“, também gostava muito de escrever em diário e fazer rimas, assim como também escrever cartas. Na adolescência me encontrei escrevendo poesias e poemas”.
“No meu caso creio que seja mais nas escolhas dos temas, costumo escrever sobre desigualdades de gênero e raça, sobre violência, nem todo mundo está pronto para ouvir/ler sobre isso”.
“Diversas. Como ao racismo, machismo, etarismo e outros”.
“Sim, gosto muito de escrever sobre minha cidade e o lugar onde fui criada. “Um encontro com o mar de Ponta do Mel
Enquanto descia a ladeira, era visível o encontro do céu com o mar,
Tons de azul que se entrelaçavam e não precisavam de esforço algum, Eram naturalmente hipnóticos.
Dava pra sentir a maresia passeando junto ao vento por todo caminho até o mar.
Os raios de sol que entravam pela janela do carro e ardiam a pele, eram como uma dose de ânimo.
Chegar na areia e encostar os pés nas ostras e pedras enquanto ouvia o som dos pássaros eram como cura para uma mente atormentada. Sentir o gelado do mar e poder mergulhar, enquanto reflete sobre o quanto somos pequenos e insignificantes comparado aquela imensidão de seres e mistérios.
Sentir o salgado das águas e enterrar os dedos na areia, enquanto observa pescadores arrumando seus barcos e materiais de trabalho. Abraçar–se em uma tentativa de agasalhar–se enquanto passa os dedos sobre os pelos completamente arrepiados no caminho de volta ao calçadão…“
Materiais de divulgação, conteúdos e referências
Escrita
“Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Das palavras tristes
Dos versos livres
Dos amores infelizes.
Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Do amor que não vingou
Da felicidade que faltou
Da esperança que voou.
Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Do perfume que não sinto mais
Do amor não demonstrado dos que disseram ser leais
Das amizades irreais.
Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Do mal querer não esperado
Dos estudos não alcançados
Da traição daquele afago.
Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Das feridas mal curadas
As dores inesperadas
Como eu fui precipitada…
Quando me deito sobre meu leito
Eu não esqueço,
Não esqueço de nada
Mas o negativo não me larga
Adora me levar pra casa
As coisas boas ficam pequenas
Quase nulas.
O choro não vale mais a pena
Me dissimula.
E quem sou eu nesse dilema?
Se o que amo não vale a pena,
O que odeio vai virar poema”.