Autoras
Luma Carvalho
Estilo Literário: História Infantil , Poesia
Região: Central Potiguar
Cidade de Origem: Currais Novos
Minibiografia
É graduada em Letras – Licenciatura e mestra na mesma área pelo PROFLETRAS, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É professora da rede estadual do RN desde 2006 e, em 2019, passou a atuar como assessora pedagógica da 9ª DIREC, regional da SEEC-RN, com ações voltadas principalmente para a educação de jovens, adultos e idosos e para a formação de professores. Lançou o livro de literatura infantil “Quem conta um conto, será que fica tonto?” no ano de 2022, no qual apresentou aos leitores uma abordagem lúdica por meio do jogo de rimas e da musicalidade do texto. É gestora e produtora cultural junto ao Grupo Casarão de Poesia, iniciativa cultural premiada pelo Ministério da Cultura como Ponto de Leitura em 2009 e em 2023. Foi contemplada na Premiação Multicultural da Lei Paulo Gustavo do RN, sendo reconhecida como Agente Transformadora do Livro, Leitura e Literatura, em 2024. Faz parte da equipe organizadora do Festival Literário de Currais Novos (FLIC), que em 2025 realizou a sua 5ª edição.
Atua como professora, escritora, poeta, assessora pedagógica, produtora e gestora cultural.
Como poeta, assina como Luma Carvalho.
Entrevista
Entrevista realizada em 15 de agosto de 2025.
“Meu pai e minha mãe sempre foram muito sensíveis, ouviam músicas boas, exaltavam a letra, também apreciavam os repentistas violeiros, então acredito que minha iniciação para a literatura começou na infância e com eles. A escola também ocupa um papel nisso, mas nada tão significativo como poderia ter sido, principalmente considerando a função que é própria da escola de formar leitores. Na adolescência comecei a escrever meus primeiros textos, adorava escrever, às vezes eram poesias, outras vezes crônicas. Escrevia sempre, mas foi na faculdade que tudo foi ganhando novos contornos.”
“Considerando toda a natureza multifacetada e plural da literatura e sua função transformadora, cognoscente e humanizadora, seu papel na luta por equidade de gênero sem dúvida é muito importante, visto que por meio dela é possível questionar padrões, denunciar desigualdades, violências e propor novas perspectivas.”
“Se atrevam, se lancem, leiam muito e escrevam muito, onde for e sem medo. Leiam os autores e as autoras considerados/ as cânones, assim como aquelas autoras e aqueles autores ainda não muito conhecidos. Leiam gêneros literários diferentes, textos de épocas e territórios diversos, enfim, leiam.”
“Eu imagino o futuro da literatura potiguar feita por mulheres como algo muito promissor e potente. E essa projeção não vem do acaso — ela se baseia em um movimento que já está em curso aqui no nosso Estado. Temos muitas autoras produzindo com qualidade, conquistando reconhecimento e ocupando espaços importantes na cena literária local e nacional. Isso por si só já é força motora e inspiração para que outras mulheres também se sintam encorajadas a escrever e publicar. Além disso, os editais têm desempenhado um papel fundamental nesse processo. A publicação literária, infelizmente, ainda esbarra em muitas barreiras — especialmente financeiras — e os editais vêm como uma ponte, democratizando o acesso à publicação. O fato de muitos desses editais considerarem cotas e recortes importantes, como o de gênero, contribui ainda mais para consolidar esse movimento. A literatura feita por mulheres no RN é um terreno fértil, cheio de vozes plurais e necessárias. E tudo indica que o que já é forte só tende a crescer, ecoar e transformar.”
Materiais de divulgação, conteúdos e referências
Escrita
Porque sou filha de Lilith
Não quero ser a deusa adorada a princesa na torre
a senhora inatingível não nasci para muros não aceito interditos
sou feita de reticências voos, quedas e abismos
sou de inteirezas quando amo quando quero
sou de trincar os dentes quando raiva quando gozo
sou o que sou transparente menina labiríntica senhora mas,
sempre, em todas as horas senhora de mim.