Autoras
Minibiografia
Nascida em 7 de junho de 1993, é graduada e doutora em Serviço Social. Por meio de sua escrita, aborda temáticas como críticas sociais, reflexões sobre questões da atualidade, política e opressões. Participou da FLIP (edições de 2024 e 2025), da 9ª Semana SENAC de Literatura, do Círculo Natalense de Cordel e da Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2024. Lançou a obra Vozes do Cordel: história, versos e transformações em Mossoró, no Museu do Cangaço, e no Rio de Janeiro, na Casa Amo Cordel.
Atua como poetisa, cordelista e rapper.
Maria Clara Pereira Soares como poeta assina como Maria Clara Psoa.
Entrevista
“É difícil, mas a escrita é uma arte necessária para nosso fortalecimento enquanto sujeitos coletivos. Exponha suas ideias, pode ter muita gente que precise ler o que você escreveu para seguir em frente. “
“Promissor, as mulheres sempre participaram da escrita, desde os primórdios escreviam e seus maridos, pais e irmãos tomavam crédito disso. Hoje avançamos para que mulheres assinem suas obras, agora precisamos dar mais um passo no reconhecimento.”
“Estação do Cordel, um espaço vivo, rico de cultura e ações culturais produzido de forma independente.”
Materiais de divulgação, conteúdos e referências
Escrita
A Sina
A sina é essa, morrer para viver
Anos de açoite, a liberdade faz correr
O sorriso no rosto, escorre as lágrimas
Da criança ao idoso é muito lastima
É assim nesse sistema podre, lama por todo lado
Do patrão ao banqueiro dando coice
E a gente só trabalha para sobreviver
A saga do pobre com sede de obter
O valor de quem trabalha não bota pão na mesa
Já de quem explora, a classe burguesa
Jorra sangue, apavora, tira vidas à queima
Bilhões em malas enche os bolsos das empresas
Desse lado aqui a chama permanece acesa
Sabendo que um dia, queremos a defesa
De uma vida plena, abundante e riqueza
Sem tristeza, sem lamento e vidas ilesas
O nosso povo está morrendo, sem perspectiva
Sem saber o que fazer, não estanca o sangramento
Correm do sofrimento, sem emprego e estudo
Encarcerados no sistema de descontentamento
Brigas é necessário, nossos direitos conquistados
Revolucionar é preciso, sem governos, sem patrões
Viver até o fim, lutar em campo minado
Formar motins e arrancar desses ladroes
Toda riqueza é nossa por direito
Calos nas mãos, preconceito
Prédios, fabricas, escolas por nós bem feito
Corpos no chão, sangue escorrido, como sujeito
A luta é grande mais não pode parar
Tomar consciência e o povo organizar
Devolver tudo que é nosso na tomada de poder
Vão reparar nossa história de 500 anos para cá