Autoras
Adriana Alves
Minibiografia
Nascida em 09 de setembro de 1986, é graduada em História pela UFRN.
Atualmente tem atuação como professora na rede estadual de ensino.
Adriana Faustino Alves Silva, como escritora, assina como Adriana Alves.
Entrevista
Entrevista realizada em 20 de agosto de 2025.
“A literatura entrou na minha vida de forma muito natural, quase como uma extensão do ambiente em que cresci. Desde pequeno, meus pais sempre valorizaram a leitura: lembro-me das noites em que minha mãe lia histórias antes de dormir e das revistinhas em quadrinhos que meus pais compravam, como forma de incentivo a leitura. Eles me ensinaram que as palavras podiam abrir portas para mundos inteiros, despertar a imaginação e ensinar lições importantes sobre a vida.
O primeiro texto que escrevi surgiu justamente desse incentivo. Depois de ouvir tantas histórias, senti vontade de criar a minha própria. Foi uma pequena narrativa infantil, simples e desajeitada, mas carregada de entusiasmo. Meus pais foram os primeiros a ler e, com todo carinho, disseram que eu tinha jeito para aquilo. Esse reconhecimento deles me marcou profundamente, porque me fez acreditar que eu poderia expressar sentimentos e ideias através da escrita.
Tive também uma professora de história no Ensino Fundamental que sempre me incentivou a escrita e a leitura, Maria Luzinete Dantas Lima.
Assim, posso dizer que a literatura entrou na minha vida como um presente dos meus pais e estímulo dessa professora que transformou a leitura em paixão e a escrita em forma de expressão”.
“Prefiro usufruir das duas formas. Muitas vezes, a inspiração surge quando estou longe das ferramentas digitais, então recorro ao lápis e ao papel para rascunhar as primeiras ideias, quase como um esboço espontâneo. É nesse momento que nasce o projeto inicial do texto ou do livro. Só depois, com mais calma, passo tudo para o digital, onde consigo organizar, revisar e detalhar de forma mais precisa. Assim, para mim, o manuscrito é o ponto de partida criativo, e o digital, o espaço de lapidação”.
“Sim, existe um tema recorrente na minha escrita: a História. A grande maioria dos meus textos está relacionada a ela, seja resgatando acontecimentos marcantes, personagens significativos ou refletindo sobre como o passado dialoga com o presente. Gosto de explorar esse campo porque acredito que a literatura também pode ser uma forma de preservar a memória e oferecer novas interpretações sobre o que já vivemos”.
“A literatura exerce um papel fundamental na luta por equidade de gênero, pois funciona como um espaço de voz, denúncia e transformação social. Por meio dela, é possível dar visibilidade às experiências femininas e às desigualdades históricas, desconstruindo estereótipos e questionando padrões de comportamento enraizados na sociedade.
Além disso, a literatura amplia horizontes, oferecendo novas narrativas e perspectivas que inspiram a reflexão crítica e promovem empatia. Escritores e escritoras podem, assim, contribuir para a construção de uma consciência coletiva mais justa, onde o respeito, a valorização e a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres se tornem princípios essenciais”.
Escrita
Escrita
“Edília sonha e sempre insiste, que a escola é a solução,
Quando é pública e de qualidade, ergue-se toda a nação.
Pois educar é libertar, com saber e inclusão,
E enquanto houver esperança e coragem pra lutar,
Professora Edília segue afirmando: educar é transformar,
E o Brasil só terá rumo, se o povo puder estudar.”
Cordel Professora Edília Faustino Alves e o Seu Legado para a Educação