Autoras
Minibiografia
Graduada em Pedagogia com Mestrado em Ciência da Educação pela Universidade Interamericana/PY e Especialista em Alfabetização de Jovens e Adultos pela UERN.
Maria Elma da Cunha Paiva, como escritora, assina como Elma Cunha.
Entrevista
Entrevista realizada em 04 de junho de 2025.
“É difícil precisar quando a literatura entrou em minha vida. Acredito que desde que o primeiro texto escrito me tenha sido lido ou ainda quando o primeiro material impresso chegou às minhas mãos. Mesmo antes de aprender a ler convencionalmente já sentia o encantamento pela literatura, sentia as inúmeras possibilidades que ela me apresentava. Também não sei dizer qual o primeiro texto que escrevi, pois desde cedo gostava de brincar com as palavras. Sempre gostei de escrever paródias, poesias e pequenas histórias”.
“Gosto de escrever sobre tudo. Sobre o mundo. Sobre as minhas próprias experiências com os com o mundo literário. Busco evidenciar nos meus textos a reflexão, o combate a desigualdade, ao racismo, à homofobia e ao capacitismo. Procuro fazer isso de uma forma orgânica, mas incisiva. Escrevo sobre o mundo visto sob o
olhar feminino na espacialidade nordestina, tentando fugir dos estereótipos”.
“A literatura tem um papel crucial na busca pela equidade de gênero. Ela tem o poder de redirecionar o olhar do leitor a aspectos invisibilizados, de suscitar a reflexão e promover novas
interpretações sobre ideias e conceitos. Escrevi um cordel intitulado “Por trás do chapéu da bruxa” no qual
uma bruxa salta da tela da TV para contar a verdadeira história por trás desse estereótipo criado para condenar as mulheres ao longo da história.
[…]
A fascinante mulher
Muito elegante e altiva
Me disse: preste atenção!
Pois a minha narrativa
Traz uma história diferente
Contada daqui pra frente
Em outra perspectiva
[…]”.
“Isso seria a realização de um sonho. Poder dialogar com outros sujeitos. Ver meus textos ganharem asas, promoveria, de fato, um sentimento de realização”.
Escrita
Escrita
“[…]
Os termos que vou citar
Aprendi em Mossoró
Com mamãe e com vovó
No universo do meu lar
No meu canto potiguar
Essa língua inspiradora
Foi como uma professora
Me ensinou a refletir
Sempre depois de ouvir
O jeito bom de falar.
[…].”
Trecho do Cordel “Um jeito bom de falar”.