Autoras
Ana Carla Azevedo Silva
Estilo Literário: Cordel , História Infantil , Poema , Poesia
Região: Central Potiguar
Cidade de Origem: Currais Novos
Minibiografia
Nascida em 12 de fevereiro 1985, é graduada em Letras Português pela UFRN; em Letras Espanhol pela UERN; graduanda em Psicologia pela Faculdade Católica do RN. Especialista em Leitura e Literatura pela Faculdade de Natal (FAL); Mestre em Letras pela UERN em 2015. Lançou o livro infantil “O alfabeto – a brincadeira das letrinhas” (2010), vários cordéis e o livro de poemas “Onde moram os silêncios”.
Atua como professora da rede estadual de ensino, atriz e poetisa.
Como escritora assina como Ana Carla Azevedo.
Entrevista
Entrevista realizada em 09 de agosto de 2025.
“A literatura entrou na minha vida antes mesmo que eu pudesse entender isso. Minha mãe sempre trazia livrinhos de literatura infantil como A Margarida Friorenta, Maneco caneco chapéu de funil e tantos outros; também trazia livros de pintura (eu adorava). Aos 10 anos escrevi A história de dona joaninha o qual infelizmente deve ter ido parar no lixo, não sei o que houve com essa minha “primeira produção“. Depois, já na universidade, uma amiga me pediu pra escrever um texto sobre Durval, dono da rede Maré Mansa, em comemoração aos 36 anos da empresa (na época) e a inspiração veio em forma de cordel intitulado Sorte de Loteria. Isso foi lá em 2008.”
“Minha escrita gira mais em torno do “eu“, porém tem vários textos que trazem à luz sobre os diversos preconceitos como racismo, lgbtfobia, misoginia, saúde mental. A literatura não tem só poder estético, tem a condição de discutir (e a partir da reflexão, tentar a mudança) todos os temas que perpassam o ser humano.”
“Acho incrível, inclusive, parece que minha literatura agrada aos adolescentes (jovens). Recebo muitos feedbacks deles dizendo assim: “poxa, esse poema foi um soco no estômago“. Então, provoquei, né?”
Materiais de divulgação, conteúdos e referências
Escrita
Lamento Sertanejo
Ser terra no Sertão
é ter uma vela em cima da cabeceira
esperando que chuva não se apague.
A chama é a mesma que faz pingo
para a gente pregar a luminura e fazer prece:
a reza só vinga assim.
Nesse chão trincado
até a avemaria brota de veios precipitados
para a oração não ser seca outra vez.
No Sertão, a terra é quem nos carrega
chover é só modo de falar
da gente mesmo.