Autoras
Débora Ariane Siqueira Nunes
Estilo Literário: Contos , Diário , Ficção , Poema , Poesia , Romance , Romance histórico
Região: Alto Oeste
Cidade de Origem: Areia Branca
Minibiografia
Nascida em 03 de outubro de 2001, é graduada em Psicologia pela Unicatólica do RN; e graduanda em História pela UERN. Especialista em Arteterapia pela Faculdade Metropolitana de São Paulo (FAMESP).
Lançou o livro “Terra do Sal e outras histórias” (2024), onde contribuiu na coordenação editorial, coautora e ilustradora, contribuindo com as antologias: “Filhas de Carmilla” (2023) e “Onna-bugeisha: mulheres samurais do Japão Feudal” (2023).
Atua como agente cultural, psicóloga social, historiadora em formação, artista plástica, atriz e escritora.
Como escritora assina como Débora Ariane; Lily Montenegro e Lily Linx.
Entrevista
É com a literatura que me entendo como “gente”. A forma mais antiga de demonstração de afeto que minha mãe ofertava era ler para mim. E depois, tive que criar minhas próprias histórias. Devo ter começado a escrever por volta dos sete, mas nada que valesse a pena. E aos 12 anos, comecei a levar a sério a necessidade da escrita com a história de uma raposa no Japão. Escrever não é apenas uma prática ou experiência, é uma forma de viver e não entendo a vida sem ela.
Família, mulheres e corações sonhadores em conflito consigo mesmo.
Com certeza. Primeiro, organizo a mesa, coloco a gata no lugar de honra e então repasso o que escrevi no dia anterior. Jogo fora tudo o que não for verdadeiro. Então retomo a escrever, pelo menos uma frase que tenha alma.
A literatura não apenas denuncia o mundo como ele é, ela propõe como o mundo pode ser. O papel da literatura na luta por equidade de gênero é o de abrir espaço. De ampliar a linguagem para que nela caibam todos os corpos, afetos, vozes e futuros. O espaço para cultivar sensibilidades.
Quem somos quando o mundo insiste em nos dizer quem devemos ser? Somos humanas, temos sonhos e desejos, e voz. Há uma crítica ao autoritarismo patriarcal que representa um sistema que prefere destruir o que não compreende a permitir que exista fora de controle.