Autoras
Sabrina Lorrany Pereira Xavier
Minibiografia
Nascida em 05 de setembro de 2006, é uma jovem escritora que teve seu primeiro contato com a literatura na infância. Durante o ensino médio, participou do projeto chamado Alvorecer Literário, desenvolvido pelo Clube de Escrita no IFRN Campus Mossoró, do qual fazia parte, como objetivo apresentar diversas formas de escrita para alunos do fundamental, onde apresentou o tema poesia e foi marcada pela experiência.
Escritora de contos e poetisa.
Como escritora e poetisa assina como Sabrina Lorrany.
Entrevista
A literatura entrou na minha vida muito cedo, ainda me recordo quando criança e eu era a única da minha sala que não sabia ler, logo a minha vó conversou com uma vizinha para ver se ela podia me ensinar, e assim comecei o reforço, com o tempo eu consegui aprendi a ler e finalmente me senti pertencente. Desde então, rapidamente aprendi a escrever, quando pequena escrevia canções soltas de uma imaginação fértil, mas só em 2021 no meu meu processo de adolescência, foi quando a escrita consolidou em mim, eu estava passando por uma dor que não conseguia falar para ninguém, e sentia outra vez como se não me encaixasse, e encontrei de novo o meu refúgio: a escrita. Nas aulas comecei a rabiscar do meu caderno e que antes guardava apenas para mim, até que mostrei para uma amiga minha e ela disse que eu era boa no que fazia e deveria mostrar para todo mundo. Eu não me recordo o primeiro texto que escrevi porque alguns eu perdi no caminho, mas todos eles foram importantes para eu ser quem eu sou hoje.
Acredito que o meu ritual é algo muito singular, não procuro uma fórmula para seguir, sempre tento deixar fluir, principalmente porque não gosto de fazer os meus escritos com pressão. Mas quando quero e preciso escrever, me pergunto: o que você quer escrever? E crio um roteiro na minha mente e anoto os principais tópicos que quero que o meu texto tenha. Uma vez recebi um conselho que até hoje guardo com carinho: apenas escreva. E é isso que tento fazer, se eu consigo fazer uma linha, o resto se forma.
Bloqueios criativos são recorrentes e é uma frustração para mim como artista, porque quando eu termino um texto quero escrever mais. E eu supero eles, simplesmente me dando um tempo para respirar, antes eu me comparava com outros escritores, no entanto o que me tranquiliza agora é saber que todo mundo tem uma forma de se expressar, e eu tenho a minha. Então o que me ajuda é lembrar de histórias que não precisam ser sobre mim, porque eu aprendo muito com o outro e ter esse contato com as pessoas sempre me ajuda, e assim guardo esses detalhes.
A crítica social que busco transmitir na minha escrita é não ter medo de expôr os próprios sentimentos, não importa o que o outro possa opinar sobre, a escrita é inteiramente sobre si, e deixo um recado em especial para todas as jovens artistas que procuram ser pertencentes.
Os meus textos poderiam ajudar para que jovens como eu não tenham medo de sentir, e possam ter certeza que tudo que foi guardado no bloco de notas e considerado “bobo” é arte.
Puxando para o clássico as escritoras que mais estão presentes são a Clarisse Lispector e Lya Luffy, e para mim são grandes representações de mulheres que não tiveram medo de ser quem elas são e de parecerem intensas demais.
O conselho que eu daria é que é difícil tomar uma decisão, mas seguir com ela é mais ainda, só que não esqueça do que te faz arder, no sentido que lembre da sensação que a escrita te causa, e se te faz brilhar… Nunca pare!
Poetisa
Poetisa
Se você não gosta da minha poesia, então você não gosta de quem eu sou
Da garotinha que não sabia ler
Para aquela que escreve
Desde o princípio estava escrito:
Essa vai viver da arte
Os seus dedos mesmo ainda tão pequenos
Sabiam como manusear uma caneta
Uma que produzisse versos
Uma que falasse do seu íntimo
Uma que virasse o seu casulo desse
Mundo vazio
Mas a escrita não teria essência se ela
Não usasse também o seu coração ingênuo
A escrita abraçou ela em meio a tempestade
Foi um achado, um conforto, um alívio para sua ferida
Poucos entendiam a beleza em seu caos
Mas ela não conseguia parar
As palavras se formavam como um quebra cabeça
Como um crochê passando linha por linha
E mesmo que essa linha tenha a salvado
Também a sangrou
As palavras mais difíceis são aquelas que sente
E muita delas a rasgou
Seja as de alguém ou as próprias
Só que não importava o quanto ela fugisse
As palavras viam e a abraçavam
Para lembrar que o seu amor é
A poesia
Amor não mora só na alegria
É no afeto até na tristeza
É na compaixão até na amargura
É no ombro amigo sem precisar do físico
As vezes rasga um pouco a gente
Não por mal
Mas porque está em construção
E mesmo no caos, não se esquece
da admiração
E seus olhos brilham quando se fala de poesia
A sua mente é sempre ágil
Porque tudo para ela nasce
Poesia
Seja o céu ensolarado
Mas principalmente nublado
Ela não tem um manual
Mas se tivesse, diria:
Escrevo do que eles tem medo
E a quem pergunte
O que seria esse medo?
Medo de sentir
Sentir e mostrar aqueles
Sentimentos guardados as 7 chaves
Também tem quem possa dizer que esse é o seu problema
Às vezes até ela diz
Ela se entrega demais
Ela não esconde
E o mundo ainda não tem
Estrutura para quem sente muito